Arquivos para o mês de: julho, 2010

cantamos ontem essa música. ele, violão. eu, pobrezinha, coração.

Lounge [Maria Gadú]

Vamos prum lounge
Beber um vinho safra ruim
E conversar sobre a tv

Vamos pra longe
Sem se tocar os olhos vão
Se encontrar e se perder

Eu e você assim de perto dá
Pra eu me perder de vez nas tuas tintas
Me dê uma noite, um pouco da manhã
Só pra eu sacar se os olhos mudam de cor (2x)

Vamos entrar
A minha casa não é quente
Trago um vermelho pra esquentar

Vamos suar
Com o veneno da serpente
Que eu roubei pra te picar

Eu e você assim de perto dá
Pra eu me perder de vez nas tuas tintas
Me dê uma noite, um pouco da manhã
Só pra eu sacar se os olhos mudam de cor

Vamos prum lounge…


que foto linda! é daqui.

tava lá tranquila, já acostumada com a vida. nem me lembro quando ele sentou ao meu lado. só consegui lembrar das nossas mãos dadas. lembro que pensei: “nossa! mãos dadas é tudo!”.

o outro é um mistério. o menino mais lindo que já vi. não consigo acreditar. minha auto-estima sofre. canto baixinho: “lindo, e eu me sinto enfeitiçada”. e ele me chama no msn às 8:31h. todosantodia. e me enche de alegriazinhas bobas. mas ele é lindo demais. gosta de chorinho. e toca piano. pra fuder de vez.

o Pedro continua – e cada vez mais – arteiro. dá uma canseira na gente!

hoje o peguei cantando sozinho e fazendo uma melodiazinha tão certinha… que coisa! tão pequenino e já tão musical.

fiquei TOOODA orgulhosa.


os livros que eu quero custam 600 reais, inimagináveis 600 reais. o homem que eu desejo está longe, muito longe, inalcançável. meu sonho de menina ficou perdido no buraco do tempo, não vou ser médica. meus escritos criam poeira num canto da sala. na tela, não há filme que me retrate, não sou mocinha, não sou vilã. meus amigos bebem alheios. meus irmãos não precisam de mim. meus sobrinhos só tateiam meu nome. meus pais não me recolhem, não há ventre, não há colo. ando perdida no meu labiritinto de quatro paredes.

gosto tanto do que ela escreve!

semana passada o carteiro teve que parar lá em casa por DUAS vezes! primeiro recebi o tão esperado-sonhado-desejado (ai, água na boca de lembrar!) BROWNIE da Zel (e do Fer, claro). pelamor, que delícia! eu, egoísta que sou pra comida, não queria dividir com ninguém. mas ao mesmo tempo queria dividir essa alegria com todo mundo. e assim acabou sendo. todos em casa se lambuzaram com a receita da minha amiga-querida que tá lá, toda DOIS-EM-UM! logo colocarei a foto do Pedroca completamente browniado! ;o)

o outro Sedex chegou no dia seguinte… eram presentes-fofos da Aldoca! livro bacana, vasinho pra plantar trevo (com pazinha e tudo!) e carrinho de madeira pro Pedro (lindo, lindo! ele ficou LOUCO). a Alda é toda assim, sabe? de outro mundo mesmo.

e eu nem sei agradecer tanto carinho. só fico repetindo “como sou rica de amigos, Senhor!”.

obrigadão, queridonas da minha vida!

 
por falar em chuva, adoramos (eu&Pedroca) a música “Chuva, chuvisco, chuvarada” do Cocoricó. é só o Pedro perceber que tá chovendo pra ele começar a cantar!

 

Chove, mas como chove
Chuva, chuvisco, chuvarada
Por que é que chove tanto assim?

A terra gosta da chuva
E eu gosto da chuva também
Ela lá e eu aqui
Cocoricó
Quiquiriqui

Chove, mas como chove
Chuva, chuvisco, chuvarada
Por que é que chove tanto assim?
Lararáaa

Quando chove
A terra fica molinha
A planta fica verdinha
E eu fico todo molhado
Com o pé na lama e nariz tapado
Minha vó me chama:
“menino vem cá vem tomar chá
Vem comer bolo de cenoura
Com cobertura de chocolate quente”
Bom muito bom muito mais do que bom
É excelente

Oh que tarde tão bela
Banana quente no forno com açúcar e canela

Chove, chove, chove deixa chover
Enquanto tiver bolo de cenoura agente nem vai perceber
chove, chove, chove, deixa chover
comendo banana quente agente nem vai perceber

bom muito bom muito mais do que bom
é excelente (bis)
Enquanto tiver bolo de cenoura
A gente nem vai perceber

Chove, chove, chove deixa chover
Comendo banana quente
A gente nem vai perceber

engraçado… um dia chuvoso em SP é completamente diferente do dia chuvoso daqui. em SP, quando eu acordava e via que tava chovendo, já ficava bolada pensando no trânsito e em como as pessoas ficam mal humoradas. mas aqui no interior percebi que um dia chuvoso é somente um dia chuvoso. deu pra entender? a gente não sofre pensando em “como será chegar no trabalho com uma chuva dessas!”. aqui não tem trânsito.

fiquei uns 10 minutos no terraço do prédio olhando o funcionamento da cidade… e agradeci aos céus!

Ontem à noite eu e minha sobrinha Livia estávamos na sala da casa da minha mãe e chega TODO FELIZINHO o Pedro com uma folha sulfite na mão. Ele veio todo feliz mesmo, mostrando a folha pra gente. Daí eu tive a INFELIZ idéia de RASGAR A FOLHA DELE imaginando que ele iria GOSTAR do barulho, da farra…
 
Que nada! Ele fez a carinha mais TRISTE que já vi, fez bico sofrido, seus olhinhos se encheram de lágrimas… Foi o choro mais sentido que já presenciei na vida. Não saia som nenhum da boca dele… Foi tão triste que eu e a Livia começamos a chorar junto! HAHAHAHA! 
 
É duro acertar, viu?

putz grila pelamor! não acho uma mamadeira do Pedro (de levar pra escolinha), não encontro meu celular (!)… e agora, cadê a chave da minha própria casa?